Abril/2008



02/04/2008 – COMISSÃO DE SEGURANÇA DISCUTE VIOLÊNCIA NOS ESTÁDIOS
O coordenador executivo da Federação Paulista de Futebol (FPF) e membro da Comissão Paz no Esporte, Marco Aurélio Klein, e o promotor de Justiça Paulo Castilho defenderam nesta quarta-feira, 2/4, na Comissão de Segurança Pública (CSP), presidida pelo deputado Conte Lopes (PTB), a necessidade de melhor entrosamento entre poder público, clubes e estádios para o enfrentamento da situação de violência nos jogos de futebol.
Os dois convidados manifestaram a expectativa de que a comissão, ao tomar a iniciativa de debater o assunto, seja protagonista na construção de uma agenda de entendimentos entre os diversos segmentos envolvidos.
Paulo Castilho considerou que São Paulo precisa de medidas urgentes que coíbam a violência, sob pena de ser prejudicado no momento em que o país se apresenta como candidato a sediar um campeonato mundial de futebol. Ele destacou a necessidade de revisão da legislação, de uma vara judiciária específica e de entendimentos com o comando da PM para aprimorar o trabalho policial.
Além disso, considerou a urgência de um diálogo com a Secretaria de Esportes, tendo em vista a implantação de um projeto piloto em São Paulo que permita o cadastramento dos associados às torcidas e a construção de um banco de dados com gestão das informações para a prevenção da violência. Segundo o promotor, o Ministério do Esporte tem verba disponível para o projeto, faltando apenas que o governo do Estado se disponha a estabelecer um convênio nesse sentido.
Ao apresentar uma síntese do relatório final da Comissão Nacional de Prevenção da Violência para a Segurança dos Espetáculos Esportivos, criada pelo governo federal em 2004 e conhecida como Comissão Paz no Esporte, Klein afirmou que para coibir atos de violência e abrir oportunidades para o esporte é preciso quebrar paradigmas. Como exemplo, disse que, em 30 mil pessoas presentes num estádio, 300 envolvem-se em violência, e “aí não se trata de torcedores, são vândalos que têm a seu favor a impunidade”. Klein lembrou que o caos vivido nos estádios da Inglaterra até os anos 70 só foi superado com um trabalho de longo prazo, que conjugou tolerância zero em relação a qualquer crime ou ilegalidade nas atividades ligadas ao esporte e um competente trabalho de organização e segurança, com a criação de unidades de inteligência do futebol dentro da polícia e gerentes de segurança nos clubes.
No entender de Klein, sociólogo que há 20 anos estuda o problema da violência nos esportes, a segurança nas partidas de futebol - um evento privado - é responsabilidade dos organizadores e que as torcidas organizadas são mais efeito do que causa. Ele acusou, ainda, a falta de cumprimento das leis já existentes, a falta de infra-estrutura nos estádios, no monitoramento de informações e na qualificação em recursos humanos, inclusive dos policiais.
O presidente da comissão, Conte Lopes (PTB) falou das dificuldades do trabalho da PM na segurança das partidas de futebol, lamentou que em muitas situações os policiais acabam apenas “entrando na briga” e considerou preocupante o fato de que, em 23 assassinatos ocorridos na capital em situações ligadas ao futebol, apenas uma pessoa foi presa.
(veja foto)

02/04/2008 - CPI DA GUERRA FISCAL ADIA DEPOIMENTOS DE INTEGRANTES DA DELOITTE
Membro da CPI da Guerra Fiscal, o deputado Conte Lopes (PTB) participou da reunião da comissão desta quarta-feira, 2/4. Embora estivessem programados os depoimentos do presidente da Deloitte, Alcides Hellmeister Filho, e do presidente do Conselho Administrativo da mesma empresa, José Emílio Calado, a CPI da Guerra Fiscal deliberou, adiar tais depoimentos a fim de estudar o inquérito de mais de nove volumes que está no Dipo (Departamento de Inquéritos Policiais) sobre a “operação soja”.

03/04/2008 - CPI DA GUERRA FISCAL RECEBE PRESIDENTE DA LOCALIZA
O deputado Conte Lopes (PTB) participou nesta quinta-feira, 3/4, da reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a perda de receita na arrecadação tributária no Estado de São Paulo.
Salim Mattar, presidente da Localiza Rent a Car, convidado a comparecer à CPI como testemunha, falou sobre a empresa, aberta há 35 anos em Belo Horizonte (MG), da qual é um dos quatro sócios fundadores. Ele informou que a Localiza tem 400 agências em todo o Brasil, e que abriu seu capital em 2005, que mantém-se totalmente nacional. Acerca da preocupação da CPI com o pagamento de IPVA dos veículos de aluguel da Localiza, Mattar afirmou que a empresa mantém cerca de 35 mil veículos, sendo que 21% ficam em São Paulo. Disse ainda que a operação Rosa Negra, deflagrada pela Secretaria da Fazenda em maio de 2007, visando combater fraudes no pagamento de IPVA, não atingiu a Localiza. Ele confirmou que os veículos da empresa são comprados diretamente nas montadoras, sediadas em São Paulo, e que todos eles têm a placa de Minas Gerais colocada no Detran paulista. As fábricas fazem desconto por conta das quantidades compradas, pelo pagamento à vista e pela política da Localiza de renovação anual da frota. Os veículos com um ano de uso, falou Mattar, são vendidos em 32 lojas espalhadas no país, e não podem ser disponibilizados antes por conta de norma do Confaz. O empresário concordou com as colocações dos deputados presentes à reunião, no sentido de que os impostos deveriam ser padronizados em todo o Brasil, o que evitaria, no caso do IPVA, diferença de alíquota, que em Minas Gerais é de 1% do valor do veículo, contra 4% em São Paulo, 0,5% no Espírito Santo e zero em Tocantins.
A Localiza paga anualmente R$ 25 milhões de IPVA, e Mattar ressaltou que a lei que rege este imposto é clara – deve ser pago onde é a sede da empresa, que sempre foi e, garantiu, continuará sendo em Belo Horizonte. Ele afirmou que usualmente sua empresa não aluga veículos para órgãos públicos e, ao final de seu depoimento, comprometeu-se a pesquisar o assunto para a CPI no cadastro de aproximadamente 55 mil clientes pessoas jurídicas.

07/04/2008 - A CULPA NÃO É DOS POLICIAIS
Para Conte Lopes (PTB), embora o salário do policial deixe muito a desejar, ele está nas ruas defendendo a sociedade com competência. Lopes citou o seqüestro do filho do cartunista Maurício de Sousa, que teve um bom desfecho. “Foram seqüestrados, além do garoto, o irmão e a mãe. A polícia foi lá, investigou, resgatou os três e prendeu os bandidos”, disse. Segundo o deputado, o grande problema está na lei brasileira, que não pune devidamente os bandidos e ainda lhes dá regalias. “Na Páscoa, por exemplo, 1.038 presos não voltaram para as penitenciárias. Isso não é culpa dos policiais”, argumentou.

08/04/2008 - CASO ISABELLA
Sobre o caso da menina Isabella Nardoni, morta no último dia 29/3, após ter sido espancada, asfixiada e lançada do 6º andar, Conte Lopes (PTB) disse que a polícia deve apresentar logo a resposta da investigação, para que a população saiba o que aconteceu. Lopes acha que o pai da menina e a madrasta, que estão presos como suspeitos do crime, têm “culpa no cartório”. “A polícia não ia prendê-los sem embasamento”, acredita. Lopes também citou outro caso, na zona norte, em que a polícia invadiu uma casa que estava pegando fogo e resgatou uma criança. Após procurarem pela mãe do garoto, a encontraram em uma casa de samba.

08/04/2008 - IMPUNIDADE
Conte Lopes (PTB) falou da preocupação que um jogo de futebol, como o que acontecerá entre São Paulo e Palmeiras, pelas semifinais do Campeonato Paulista, gera nos meios de segurança e, em particular, na Comissão de Segurança Pública desta Casa. Conte Lopes atribui grande parte da violência à impunidade que o vândalo encontra quando, detido pela polícia, é encaminhado a uma delegacia e dispensado. O deputado disse ainda que os boletins lavrados nas delegacias dos estádios são exibidos pelos arruaceiros como troféus e que só a prisão de algumas dezenas deles inibiria crimes semelhantes.

09/04/2008 – CPI DA GUERRA FISCAL OUVE DIRETOR-ADJUNTO DA ADMINISTRAÇÃO FAZENDÁRIA
O diretor-adjunto da Administração Fazendária do Estado, Antônio Carlos de Moura Campos, participou, nesta quarta-feira, 9/4, de reunião da CPI da Guerra Fiscal, da qual o deputado Conte Lopes (PTB) é membro. Ele explicou a “engenharia financeira” adotada no esquema de sonegação conhecido como Operação Soja, e ressaltou que, em sua opinião, as empresas envolvidas – entre elas a Tigre, o Pão-de-Açúcar e as Casas Pernambucanas – não sabiam do crime em que estavam incorrendo: “Não surgiu nenhuma evidência de que essas empresas tinham conhecimento da fraude. Ouvi vários de seus representantes que se mostraram perplexos com a operação, quando foi desmantelada, e todos me disseram que acreditavam na lisura do processo”. Moura informou que a Administração Fazendária autuou 13 empresas participantes do esquema que, provocou prejuízo de mais de R$ 1 bilhão com a apresentação de falsos créditos tributários. Moura salientou, entretanto, que “o recolhimento feito até agora, através de autos de infração, cobriu todo o prejuízo do Estado”.

09/04/2008 – JUSTIÇA SEJA FEITA
Conte Lopes (PTB) relatou casos de morte de policiais no exercício da função, mas “fora do horário de expediente”, e defendeu a aprovação do PLC do governador que visa aprimorar a lei que trata da concessão do Adicional de Local de Exercício no cálculo dos proventos de policiais julgados incapazes e das pensões de seus beneficiários. Lopes avalia que a medida vai corrigir injustiças contra a classe policial. O deputado comentou o assassinato da menina Isabella e elogiou o trabalho da polícia para elucidar o caso.

14/04/2008 – FUTEBOL E VIOLÊNCIA
Para o deputado Conte Lopes (PTB), deve haver uma ação firme das polícias e da Justiça contra agressores que participam de episódios de violência em estádios de futebol. Lopes comentou estatística que revela ser idêntico o problema em estádios na Argentina e no Brasil. O parlamentar defende a detenção, o julgamento e o cumprimento de pena pelos agressores.

16/04/2008 – COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA VAI DISCUTIR VIOLÊNCIA NOS ESTÁDIOS DE FUTEBOL
Casos de violência nos estádios de futebol e entre torcidas rivais, ou até mesmo entre torcedores e policiais, já são conhecidos das torcidas brasileiras. Para discutir a questão, a Comissão de Segurança Pública da Assembléia paulista vai convidar o comandante do Policiamento de Choque da Capital, coronel PM Joviano Conceição Lima, e o comandante do 2.º Batalhão de Choque da Capital, tenente-coronel PM Carlos Botelho Lourenço, para comparecerem à Alesp. A iniciativa partiu do deputado Conte Lopes (PTB), presidente da comissão, e foi aprovada pelos deputados que integram aquele órgão técnico em reunião realizada nesta quarta-feira, 16/4. A intenção é dar início à discussão sobre o problema, ouvindo os policiais militares, e posteriormente convidar outras autoridades que possam contribuir para sua solução.
Na mesma reunião, os parlamentares aprovaram projetos da pauta, que receberam pareceres favoráveis: o Projeto de Lei Complementar 14/2007, do deputado Conte Lopes, que institui a Gratificação de Desempenho de Atividade-Fim para os policiais militares e civis; o Projeto de Lei 1.056/2007, que disciplina a criação e a condução dos cães das raças pastor alemão, pitbull, dobermann, fila brasileiro e rottweiller, bem como seus mestiços e outros de porte físico e força semelhantes. Entre outras providências, o projeto prevê que, no ato do registro, deverá ser instalado nos cães um microprocessador (microchip) eletrônico que identificará o animal e armazenará dados relevantes sobre o cão; o PL 1.111/2007, que estabelece idade mínima para ingresso na Polícia Militar como soldado PM de 2ª Classe; o PL 1.231/2007, que isenta do pagamento de taxa a emissão de segunda via de documentos expedidos por órgãos públicos do Estado, em caso de roubo ou furto; e PL 1.273/2007, que trata da extensão aos guardas civis metropolitanos e municipais da reserva de 4% de todos os imóveis populares para serem vendidos a policiais civis, militares, agentes de segurança penitenciária e agentes de escolta e vigilância penitenciária.
A comissão ainda deliberou conclusivamente sobre quatro projetos que denominam estabelecimentos públicos e um que institui data comemorativa ao bombeiro feminino.


17/04/2008 - CASO ISABELLA
O assunto relativo ao assassinato de Isabella foi tratado por Conte Lopes (PTB). Ele disse que nunca viu alguém, que teve um filho morto, esconder o rosto ao sair de uma delegacia para não aparecer na imprensa e depois mandar carta para a própria imprensa que as lê no ar, como fez a TV Globo. Para Lopes, outra reação estranha do casal foi ligar para parentes antes de ligar para a polícia ou bombeiros quando souberam da queda da criança. Ele também criticou a mídia e a população dizendo que “agora todo mundo é especialista em segurança”.

22/04/2008 – CASO ISABELLA
Conte Lopes (PTB) destacou os últimos acontecimentos envolvendo o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, que foram indiciados pela morte de Isabella Nardoni. Disse que achou estranha a notícia de que os advogados de defesa do casal vão entrar com representação na Corregedoria da Polícia Civil contra perguntas feitas aos indiciados, que não constavam do processo. Conte não acredita numa terceira pessoa na história, porque a mesma não teria tempo suficiente para atuar. “As provas feitas pela polícia científica e pelo IML vão apontar a causa da morte da criança.”

23/04/2008 – BRIGAS DE TORCIDAS
Nos jogos de futebol, que ocorrem no Estado de São Paulo, muitas pessoas vão ao estádio para assistir ao espetáculo, mas muitas vão apenas para arrumar confusão e brigar. Conte Lopes (PTB) afirmou que é necessária a criação de uma lei que diminua a violência nos locais das partidas. Também disse que não pode haver brigas com a polícia e que, muitas vezes, os policiais militares prendem os agressores e, ao chegarem nas delegacias, os torcedores são liberados por alguns delegados como se nada tivesse ocorrido. “Acho que essas pessoas devem ser filmadas e responder criminalmente”, protestou Lopes.

24/04/2008 – SÓ SE FALA EM POLÍCIA
O deputado Conte Lopes (PTB) disse que na época que fazia parte da ROTA, as notícias policiais eram divulgadas pelos veículos: Notícias Populares e Diário da Noite. Hoje em dia, segundo o deputado, mesmo de manhã, as TVs só transmitem ocorrências policiais. “Só se fala em polícia”. Lamentou também que no caso Isabella, os réus tiveram oportunidade de se expressar na mídia por meia hora de forma mentirosa e a polícia, que faz as suas investigações e exerce o seu papel, esteja sendo atacada. Segundo Conte, na época da ROTA as coisas funcionavam. “Esperamos que a polícia dê um fim ao caso e coloque os verdadeiros culpados na cadeia”, concluiu.

28/04/2008 – A POLÍCIA FEZ A SUA PARTE
Ainda sobre o caso Isabella, o deputado Conte Lopes (PTB) disse não haver dúvidas de que seu pai e sua madrasta são os responsáveis pelo crime. “É evidente que a menina não era a princesa dele nem de sua mulher. A menina era fruto de outro relacionamento! Eles extrapolaram ao agredi-la e, por serem advogados, acharam ter encontrado a solução: jogar o corpo da garota.” O parlamentar ressalta que, apesar da guerra por audiência entre os órgãos de imprensa, a polícia fez a sua parte e deve pedir a prisão preventiva do casal.

29/04/2008 – PROJETO DE LEI 909/07 DO DEPUTADO CONTE LOPES (PTB) É APROVADO PELA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA E SANCIONADO PELO GOVERNADOR
Foi sancionado pelo governador José Serra o projeto de lei 909/2007 do deputado Conte Lopes (PTB). O projeto trata do registro de estabelecimentos que atuam no comércio ou na fundição de jóias usadas. Agora com o número 12.968 a Lei já está em vigor.
(veja a integra)

29/04/2008 – DEPUTADO CONTE LOPES (PTB) APRESENTA PROJETO DE LEI COM OBJETIVO DE PUNIR TORCEDORES QUE SE ENVOLVEM EM BRIGAS NOS ESTÁDIOS
O Projeto de lei 316 de 2008 dispõe sobre o cadastro de torcedores que participaram de brigas nos estádios de futebol, estes ficam proibidos de entrar, participar e assistir qualquer jogo de futebol no Estado de São Paulo e no período de doze meses eles terão que se apresentar na Delegacia na hora dos jogos do seu time. (veja a integra)

30/04/2008 – INVESTIGAÇÃO APROVADA
Conte Lopes (PTB) cumprimentou a atuação das polícias Civil e Militar nas investigações sobre o caso da menina Isabella. “Como não apareceram indícios de uma terceira pessoa no apartamento de Ana Jatobá e Alexandre Nardoni, só podem ser eles os culpados”, frisou. Para o deputado, a perícia está cumprindo muito bem seu trabalho na investigação do caso. Lopes acha que as penas brasileiras devem ser mais duras, com prisão perpétua e pena de morte. “Não podemos permitir que cometam brutalidades com crianças.”